14/11/2012 às 20h34min - Atualizada em 14/11/2012 às 20h34min

Esquema de motos fantasmas era usado em Harley Davidson furtadas

A Polícia Civil descobriu um grande esquema de adulteração e venda de motocicletas Harley Davidson, uma das marcas mais cobiçadas entre os aficionados em duas rodas. Dois principais responsáveis pelas fraudes eram tidos como referência em negociar esse tipo de moto. Isso porque integravam uma escuderia de motoqueiros e escolhiam os futuros alvos durante encontros e eventos.

Policiais da 4ª Divecar (Delegacia de Investigações sobre Fraudes contra Seguros) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) recuperaram 31 Harleys furtadas, avaliadas em R$ 2 milhões. Três apreensões aconteceram na sexta-feira (09) no Salão da Motocicleta, no Parque de Exposições Imigrantes, na zona sul, onde os veículos - um deles com detalhes em ouro - eram mostrados em destaque.

"Era um esquema de motocicleta fantasma. Eles remarcavam o chassi com uma numeração que não existia e conseguiam nova documentação", disse o delegado Sérgio Alves, titular da 4ª Divecar.

A equipe da 4ª Divecar apura o esquema desde junho. Os policiais, durante uma investigação, detectaram alguns cadastros suspeitos relacionados ao registro de motos Harley Davidson. "Motocicletas aparentemente antigas apresentavam registros recentes. O mais estranho é que a montadora informou não ter produzido motos com a numeração pesquisada", contou o delegado Alves.

Os policiais passaram a cruzar informações de ocorrências envolvendo essa marca de moto e os registros feitos nos órgãos de trânsito. A equipe detectou o esquema. Os investigadores identificaram os dois principais operadores da fraude: A.M.S., conhecido como Bronze, e A.P.S. Os dois foram indiciados. Também passaram a realizar as apreensões na Capital e em cidades da Grande São Paulo e Interior.

As motos furtadas passavam por um processo de remarcação nos números de identificação. A nova numeração era confeccionada para parecer original. O ano de fabricação das Harley também era alterado para, em alguns casos, uma década antes. "A mudança permitia vender as motos pela metade do valor sem chamar a atenção. Era como negociar uma Harley mais antiga", comentou o delegado.

A documentação era confeccionada em órgãos de trânsito em municípios da Grande São Paulo. Quem comprou a moto no esquema perdeu o dinheiro. As Harley, as quais a perícia conseguiu identificar a numeração original, foram devolvidas aos proprietários.

 


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