NESTA SEXTA-FEIRA (25/09) OS RADARES ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS: 

RADAR 1 - RUA MIGUEL PETRONI (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 50 KM/H; 

RADAR 2 - AVENIDA JOÃO DE GUZZI X RUA MARCOS VINICIUS DE M. MORAES - VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 3 - AVENIDA HENRIQUE GREGORI (SHOPPING/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H.

 

 

O medo do abandono é mais comum do que se imagina. Chamamos essa fobia de Monofobia, Autofobia ou Isolofobia. Classificações que possuem a mesma disfunção: medo intenso de ficar sozinho (a). O que muitos não sabem é que o medo é algo fundamental em nossas vidas. Detém a atribuição de nos proteger, não permitindo que sejamos confrontados por situações de risco. Entretanto, se não for dosado, pode gerar transtornos graves que afetam nosso cotidiano, como a Monofobia - uma manifestação psíquica conectada a ansiedade, pois ao menor sinal de que poderá ficar sozinho, o indivíduo começa a “sofrer por antecipação”. Consequência que deflagra, em muitos casos, o desenvolvimento de relações de extrema dependência emocional, pois não se sente capaz de agir por conta própria. 
 
Essa sensação de medo extremo é comumente percebida em adultos e crianças. Nas crianças manifesta-se pelo simples fato de que não possuem noção de tempo, espaço ou consequência, por estarem em processo de formação. Para elas, cinco minutos de espera pode corresponder a uma eternidade, onde a angústia irá alimentar a sensação de abandono. Ao se sentirem sozinhas, podem entrar em desespero, correndo o risco de desenvolverem transtornos psicológicos mais graves, afetando a autoestima e prejudicando seus relacionamentos na vida adulta.
 
A ocorrência da Monofobia em adultos, além de outros aspectos, pode sustentar os relacionamentos tóxicos e submissos, pautados pela necessidade de agradar, por acreditar que podem ser abandonados (as) a qualquer momento. Está presente em muitas relações afetivas, onde, por exemplo, algumas mulheres se sujeitam a este tipo de convívio apenas para não ficarem sozinhas. Campo fértil para expressões de violência doméstica.
 
Na maioria dos casos, o medo do abandono (fobia) decorre de traumas de infância caracterizados por abandonos físicos, emocionais ou financeiros. Um comportamento aprendido com experiências infantis que, na vida adulta, manifesta-se pelo temor de que cada pessoa significativa em sua vida poderá abandoná-lo de uma forma similar. Uma patologia que machuca, dói e limita, causada também por estresse a longo prazo, ansiedades, relações ruins e até mesmo fatores sócio-econômicos.
 
A Monofobia pode desencadear sintomas físicos perceptíveis ao corpo, como: tonturas, vertigens, sensação de falta de ar, aceleração dos batimentos cardíacos, palpitações, suores, dor no peito, náuseas, tremores e medo de morrer. Também pode associar-se a outras perturbações psicológicas graves, como a síndrome do pânico, transtornos de ansiedade e depressão.
 
Estes efeitos psicológicos podem gerar interferências em todos os aspectos da vida do indivíduo, a ponto de impactarem suas relações sociais, profissionais e íntimas. Além de serem capazes de desencadear o medo de comer, escrever e falar na frente de pessoas, destruindo e corrompendo de forma aterrorizante os pensamentos e as ações. Sugerindo assim, a manifestação de ataques de pânico e outros sintomas psíquicos graves. 
 
Contudo, não se pode confundir o medo de ficar sozinho (Monofobia) com a sensação de medo que algumas pessoas podem ter após assistir um filme de terror. O medo relativo ao transtorno descrito é muito mais intenso, irracional e paralisante, visto que causa um sofrimento contínuo e pode interferir de maneira drástica na vida do indivíduo.
 
Por fim, o tratamento para o desequilíbrio mental provocado pela Monofobia e pelo medo demasiado de ficar sozinho consiste em dessensibilizar-se ao objeto ou a situação temida. Recomenda-se, portanto, a busca por ajuda qualificada de um profissional de saúde mental para que, através da psicoterapia, seja possível aumentar os recursos internos, favorecendo a autoestima e a confiança em suas próprias habilidades individuais. A mudança de pensamento sustentará o controle das reações, melhorando a qualidade de vida e impedindo que o sujeito seja tomado pelo medo mórbido da solidão.
 
Dra. Andréa Ladislau
Psicanalista
 
* Doutora em Psicanálise
 
* Membro da Academia Fluminense de Letras - cadeira de numero 15 de
Ciências Sociais
 
* Administradora Hospitalar e Gestão em Saúde
 
* Pós Graduada em Psicopedagogia e Inclusão Social
 
* Professora na Graduação em Psicanálise
 
* Embaixadora e Diplomata In The World Academy of Human Sciences US
Ambassador In Niterói
 
* Membro do Conselho de Comissão de Ética e Acompanhamento
Profissional do Instituto Miesperanza
 
* Professora Associada no Instituto Universitário de Pesquisa em
Psicanálise da Universidade Católica de Sanctae Mariae do Congo.
 
* Professora Associada do Departamento de Psicanálise du Saint
Peter and Saint Paul Lutheran Institute au Canada, situado em souhaites


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